La Gioconda de George Walker Bush
Gostei da posta de ontem do Cachimbo de Margritte, a propósito do quinto aniversário da invasão do Iraque. E resolvi reproduzi-la, aqui abaixo.
O sorriso (forçado? irónico?) de Saddam Hussein, um ditador assassinado, tem aqui múltiplos efeitos, perverso, de alerta de consciências, para nos fazer parar e, por dois segundos, pensar no que podia estar a acontecer mas não está!, e por aí...
Declaração de interesses: não faço a mais pequena ideia de quem possa ser o autor da posta, mas, insisto, gostei dela.
Tempos difíceis
Estão difíceis os tempos que correm... Só pode.
Bem pode José Sócrates, o primeiro-ministro português (ver na foto o ar iluminado), dizer que foi muito influenciado por um filósofo catalão (... que nunca chegou a nomear naquele inenarrável programa televisivo da SIC onde se lavou mais branco que o próprio sabão Omo algum dia conseguirá), bem pode Teixeira dos Santos apregoar, como a banha da cobra que se vende, a bom preço!, na Feira da Senhora Hora, as recuperações e as conquistas da economia portuguesa que muito bem entender (porque também nunca deixará de ser o senhor “Sántos”, com pronúncia e tudo...), bem pode Alberto João Jardim celebrar, com ou sem pompa, os 30 anos de governação na Madeira.
Não façamos de conta! A crise social está aí refastelada – ou será que os indicadores do INE também são conversa fiada? – e, doa a quem doer, vamos pagar mais, por exemplo, pelo nosso crédito à habitação. É só mais um pouco, mas... de pouco em pouco, de bocadinho em bocadinho, lá se foi o salário, e ainda hoje é dia dezoito de um mês de trinta e um dias!
Pesada derrota da Direita em França
Os franceses deram, ontem, uma lição a Nicolas Sarkozy.
Desiludidos com as reformas que a UMP prometeu implementar (e que o primeiro-ministro François Fillon já disse, agora, querer acelerar...) e fartos da agitada e mediática vida pessoal do presidente, os franceses deram uma lição à Direita e varreram com ela do mapa eleitoral municipal. Para o desaire ser total só faltou mesmo Marselha...
As eleições municipais em França podem ser acompanhadas aqui, aqui e aqui.
Karl Marx (n. 5/5/1818 – m. 14/3/1883)
Faz hoje 125 anos que faleceu, em Londres, Karl Marx, de 65 anos, filósofo e economista alemão, fundador e principal teórico do moderno socialismo e do comunismo.
Em 1843 abandonou a Alemanha e partiu para Paris, onde conheceu um amigo para a vida, Friedrich Engels, com quem escreveu vários livros. Cinco anos depois, Marx e Engels publicaram o "Manifesto Comunista", uma dura crítica ao modelo de produção capitalista e à forma como a sociedade se estruturou através dele (a luta de classes). A grande obra de Marx é "O Capital" – uma profunda e extensa análise da sociedade capitalista –, obra de Economia Política, de filosofia e de cultura.
Nos últimos anos de vida, Marx mantinha grande vigor intelectual. A importância das suas teorias e método dialéctico transcendem a área da sua influência, a ponto do seu pensamento se manter, ainda hoje, completamente actual.
A DIREITA TENTA "COLAR-SE" À INDIGNAÇÃO

Já foi criticada e denunciada a tentativa de "colagem" dos partidos de direita às justas reclamações e reivindicações dos utentes do Serviço Nacional de Saúde e agora dos professores.
Aos dirigentes do PSD e do CDS não se podem impedir atitudes de solidariedade com as vítimas dos atropelos aos direitos que afligem os portugueses. O que não se pode permitir é o branqueamento das situações que promoveram enquanto foram poder, o que não foi há tanto tempo como isso; o que não se pode permitir é que num dia prometam desmantelar os serviços públicos e noutro venham, com a maior desfaçatez, defendê-los; o que não se pode esquecer é que, ora se proponham facilitar, ao máximo, os despedimentos, ora prometam estar presentes à porta das fábricas encerradas.
É, por isso, conveniente que nos mantenhamos alerta para estas, aparentes, incongruências e que não nos deixemos enganar por estes cantos de sereia oportunistas e pouco honestos.
Isto não quer dizer que o Governo Sócrates tenha uma postura diferente. Não caíndo em análises fáceis e confusões, sempre dissemos que são farinha do mesmo saco.
Ferreira dos Santos
(Publicado a 11.Março.2008 em Objectivo: Socialismo!)
Se estes não eram os professores, onde estão os professores?
A gigantesca manifestação dos professores em Lisboa vem corroborar o que temos afirmado sobre a necessidade de lutar colectiva e organizadamente para obter progressos.
Por mais que a Snra. Ministra diga que não é relevante, a manifestação de ontem tem de significar alguma coisa para os governantes deste país.
Então estes 100.000 professores são todos mal informados, manipulados, no fundo ignorantes?
Só a Dra. Lurdes, o Snr. Pedreira e o Snr. Valter Lemos é que são trabalhadores e inteligentes?
Os apoiantes da snra. Ministra estão a aconselhá-la muito mal, também não admira : pelo que lemos nos jornais, são: o Snr Dr. José Miguel Júdice, muito recentemente próximo do PS, mas que continua a fazer juz à alcunha por que era conhecido em Coimbra; o snr. Major Valentim Loureiro cujas actividades " democráticas" são sobejamente conhecidas dos portugueses e o snr. Albino Almeida representante eleito por 104 das 1700 associações de pais das escolas portuguesas.
O nosso povo costuma dizer : diz-me com quem andas , dir-te-ei quem és.
Mais uma coisa, não vale a baixeza de procurar dividir os trabalhadores, tentando atirar os outros funcionários públicos contra os professores. Estas tácticas são já velhas e não colhem, aliás são a continuação do discurso de desacreditação lançado contra professores e contra os restantes funcionários públicos com vista a " ganhar os pais" conforme foi afirmado por estas mesmas individualidades.
Ferreira dos Santos
(Publicado a 9.Março.2008 em Objectivo: Socialismo!)
APOIEMOS A LUTA DOS PROFESSORES
Os professores portugueses têm demonstrado, nos ultimos dias, como pode ser dificil para qualquer governo legislar ao arrepio dos interesses e do acordo democrático dos cidadãos e contra aqueles a quem tal legislação se destina.
A capacidade de mobilização, quer dos sindicatos, quer, por vezes , de grupos pontuais de professores tem sido exemplar.
A senhora Ministra e os seus coadjuvantes Valter Lemos e Pedreira deveriam tirar as devidas conclusões das movimentações dos professores.
O que está em causa é o interesse da educação dos jovens e não os relatórios a apresentar à União Europeia.
Não parece suficiente o apoio do inefavel e eterno Albino Almeida e dos seus gritos de Viva Salazar para explicar que as politicas são optimas, podem até estar a ser aplicadas em algumas poucas escolas práticas interessante, mas do que tomamos conhecimento todos os dias é que as "politicas"atrabiliárias do ME levam a que haja crianças a percorrer muitos quilómetros para ir à escola, que haja escolas a funcionar em instalações incriveis e que as tão faladas refeições sejam tomadas, por muitas crianças em locais totalmente inapropriados.
As pretenções do governo Sócrates, como aliás as dos anteriores governos, são de destruir tudo o que for serviço publico.
Finalmente começam, estes senhoritos, a receber a resposta devida.
É caricata a forma como o snr. Luis Filipe Menezes aparece a "colar-se" à contestação que está nas ruas. Este senhor ainda há poucos dias se propunha desagregar os serviços publicos em seis meses , no caso, altamente improvável, de vir a ser primeiro ministro.
Propõe-se, também, retirar à RTP a publicidade, para beneficio das estações privadas de televisão. visando destruir., igualmente , este serviço publico.
Então como é Snr. Filipe Menezes quer desagregar os serviços publicos ou quer apoiar os trabalhadores que procuram defendê-los?
Ferreira dos Santos
(Publicado a 28.Fevereiro.2008 em Objectivo: Socialismo!)
A resma de papel e os milhões do Estado
O Bloco de Esquerda apresentou hoje, na Assembleia da República, dois projectos-de-lei com que pretende tornar a vida política mais transparente.
Todos sabemos como funcionam as coisas: hoje é-se deputado, amanhã membro do Governo e, depois, quem sabe?, talvez admnistrador de uma empresa com capitais públicos com interesses na área que tutelou... Na prática, serve-se o Estado e, a seguir, serve-se do Estado.
Os argumentos aduzidos, hoje, por Luís Fazenda, na apresentação do projecto, são mais do que óbvios, correctos e rigorosos em nome da transparência com que a vida e a coisa públicas deviam ser norteadas.
O PS, tal como fez anteriormente, deverá "chumbar" o projecto.
Mas, a verdade é que, enquanto as coisas se mantiverem como estão, a vida pública continuará a ser vista, em muitos casos, como algo de nebuloso, que prejudica e desacredita, em última análise, a democracia e o sistema político.
"Um deputado que tenha uma papelaria não pode vender uma resma de papel a uma escola em frente da loja. No entanto, um deputado que seja de uma sociedade de advogados pode representar o Estado em negócios de milhões de euros", afirmou, hoje, Luís Fazenda. O exemplo, feliz, é elucidativo e só não entende quem aproveita com a promiscuidade instalada.
Paulo F. Silva
(Publicado a 27.Fevereiro.2008 em Objectivo: Socialismo!)