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P: O congelamento dos salários na Função Pública previsto no OE 2010 é proveitoso para o país?


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15 medidas para uma Economia decente

O Bloco de Esquerda apresentou a sua resposta ao Governo sobre o Plano de Estabilidade e Crescimento, demonstrando que é possível reduzir mais o défice, já este ano, e simultaneamente promover uma política de recuperação para a criação de emprego.

O documento entregue ao Governo pode ser descarregado aqui.

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Criado em: 2010-03-11 02:11:58
Há os que lutam toda a vida. Estes são os imprescindíveis.

O “velhinho” que enfrenta a polícia para impedir a prisão de um amigo tem 88 anos. Chama-se Manolis Glezos. Estava na manifestação contra as “políticas de austeridade” do governo grego. Não é um desconhecido. Membro da resistência, em 1941, com 19 anos, subiu à Acrópole e retirou a bandeira das forças nazis ocupantes. Continua a resistir. Via Spectrum.

Daniel Oliveira

Fonte: Arrastão: Os suspeitos do costume.

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Criado em: 2010-03-11 02:08:50
O caminho exemplar de Mandela

“O princípio do fim da indignidade” na África do Sul aconteceu há 20 anos, quando Nelson Mandela foi libertado, afirmou o Arcebispo Desmond Tutu.

A libertação de Mandela foi também o início da libertação dos sul-africanos, que não ficaram indiferentes a um homem que lutou pela liberdade colectiva de um povo e que pagou o preço dessa batalha com 27 anos da sua própria liberdade.

A 11 de Fevereiro de 1990, Mandela, saiu da prisão, pelas mãos de sua esposa Winnie, e deu os primeiros passos em liberdade, depois de quase três décadas, para se juntar a uma fervorosa multidão que o aguardava nas ruas. A partir de então, caminhou sem descanso até conseguir conduzir o país a um regime democrático, que culminou em 1994, quando foi eleito, por sufrágio universal, o primeiro presidente negro da África do Sul. Foi o fim do sistema de apartheid, que os ideólogos baptizaram cinicamente como "regime de desenvolvimento independente".

A 11 de Fevereiro de 1990, Mandela provocou o reacender de um espírito colectivo no país.

Nesse dia, a imagem de Mandela apareceu em directo pela primeira vez no mundo inteiro. A sua imagem sorridente emocionou cidadãos de todos os países, muitos dos quais se inspiravam no seu exemplo para lutar pelas liberdades, contra a injustiça, contra as ditaduras, contra o racismo. Aquela imagem reforçava em muitos a convicção de que lutar vale a pena. Quando havia sido preso ainda não existia televisão, e durante mais de um quarto de século, para além de preso, Mandela tinha sido “interdito” - não era possível citá-lo nem mostrar as suas fotografias. Tentou-se apagar a imagem de Mandela da visão colectiva, mas não se conseguiu fazer desaparecer o homem das mentes de todos aqueles que o viam como um herói e como um símbolo da resistência.

Mandela sai da prisão com um sorriso nos lábios, de serenidade, mas não de apaziguamento pois a sua batalha ainda estava longe do fim. "A nossa luta atingiu um momento decisivo. A nossa marcha para a liberdade é irreversível", afirmou quando chegou à Câmara Municipal da Cidade do Cabo. A partir deste momento, Mandela não descansou enquanto não cumpriu a promessa de realizar as primeiras eleições livres, em 1994.

Aos 91 anos, este homem continua a ser o símbolo de um país em busca de reconciliação, mas onde ainda "há muitíssimo a ser conseguido. Os frutos da democracia devem chegar às mesas de todo o nosso povo", explica Desmond Tutu. Dezesseis anos após as primeiras eleições multirraciais, a África do Sul conquistou a democracia, mas enfrenta agora altos níveis de desemprego e criminalidade e uma desigualdade crescente entre pobres e ricos.

Tutú, que como Mandela foi condecorado com o Nobel da Paz pela sua luta contra o apartheid, disse que o país ainda vive numa democracia débil e que é preciso lutar contra as injustiças que permanecem depois da queda do regime: "Agora, 20 anos e quatro eleições gerais depois, a nossa incipiente democracia está a aprender a andar. Muito já foi conseguido, mas vários compatriotas sobrevivem em condições miseráveis, estudam em escolas mal-equipadas e apertam-se como sardinhas nos transportes públicos".

Aquilo a que Nelson Mandela apelou no seu discurso de posse ainda não aconteceu na práctica, porque, como o próprio afirmou, só existe democracia e igualdade no momento em que “haja justiça, paz, trabalho, pão, água e sal para todos”.

A África do Sul registou a perda de quase um milhão de postos de trabalho nos nove primeiros meses de 2009, contrariamente à promessa de criação de 500 mil empregos em um ano, que o presidente Zuma havia feito no seu discurso de posse em Maio passado.

Hoje, o arcebispo Desmond Tutu pediu aos sul-africanos que recuperem "o espírito do dia em que Nelson Mandela foi libertado. Devemos recuperar o espírito articulado por Steve Biko (um dos lutadores mortos na na luta contra o segregacionismo). Não devemos esquecer o passado".

"Lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação negra. Imaginei o ideal de uma sociedade democrática e livre em que todas as pessoas possam viver juntas, em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal pelo qual espero viver. Mas é um ideal pelo qual estou disposto a morrer se for preciso". (Nelson Mandela)

Helena de Carvalho

Fonte: The Week

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Criado em: 2010-02-13 04:28:39
Barroso II – o regresso

A nova Comissão Europeia foi hoje eleita no Parlamento por 70% dos votos. Durão Barroso regressa com um segundo mandato. Esquerda Unitária e Verdes votaram contra

O Parlamento Europeu elegeu hoje a nova Comissão Europeia por 488 votos a favor, 137 contra e 72 abstenções, ou seja, por 70% dos votos expressos, contra 66% em 2004. O mandato da Comissão Barroso II decorre até 31 de Outubro de 2014.

Antes da votação, os grupos PPE (direita), S&D (socialistas) e ALDE (liberais) anunciaram que iriam votar a favor do Colégio de Comissários, os Verdes, Esquerda Unitária – de que o Bloco de Esquerda (BE) faz parte – e EFD (nacionalistas) que iriam votar contra e o ECR (conservadores) que se absteria.

"É a primeira vez na história que estamos a eleger a Comissão Europeia na nossa qualidade de plenos co-legisladores", disse o Presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek. "Este é o início de uma nova era", declarou, com um novo método de trabalho entre as duas instituições europeias.

A responsabilização perante o Parlamento Europeu "é crucial para a legitimidade democrática da Comissão", afirmou José Manuel Durão Barroso. Nestes tempos "excepcionais", com a crise económica, as alterações climáticas e o problema da segurança energética, precisamos de ser "audazes" e de "instituições europeias fortes", salientou. Cabe à Comissão e ao Parlamento agir em conjunto para "assegurar que a UE é mais do que a soma das suas partes". "Hoje tem início um novo capítulo na nossa aventura europeia", concluiu Barroso.

Lothar Bisky, o alemão que preside à Esquerda Unitária, criticou as orientações neoliberais do Presidente da Comissão, algo que será também reflectido no seu Colégio. O eurodeputado disse a Barroso que não terá o apoio do seu grupo, e que pode esperar "discussões duras mas justas" com o seu Colégio de Comissários.

Bloco condena Almunia
Miguel Portas, do BE, dirigiu-se a Durão Barroso para pedir esclarecimento sobre as recentes declarações do comissário europeu dos Assuntos Económicos, Joaquín Almunia, que na semana passada comparou a situação das finanças públicas na Grécia com as de Portugal e Espanha ao afirmar que estes três Estados-membros e “outros países” da zona euro “partilham problemas comuns” como “a perda constante de competitividade” e o elevado défice público.

Portas falou “à luz dos acontecimentos que colocaram o euro sob ataque dos especuladores”. “Quero fixar-me nas declarações de Joaquín Almunia”, disse, “porque foram elas que provocaram a imediata subida dos spreads e das taxas de juro no crédito internacional a Portugal e a Espanha, debilitando na semana passada, ainda mais, a posição do próprio euro. Não vale a pena dizer-me que Joaquín Almunia não disse o que disse. O que ouviram os jornalistas foi também o que ouviram os especuladores, e eles não perderam tempo.”

“O papel de um comissário não é o de pôr gasolina no fogo. Esta casa não pode dar o seu aval a quem, no momento crítico, não conseguiu estar à altura das suas responsabilidades. Este é o primeiro problema, o segundo é o dos sinais. Ante o ataque às dívidas públicas grega, espanhola e portuguesa, o que fizeram, até agora, as instituições europeias? O Sr. Trichet limitou-se a dizer que nenhum Estado deveria contar com tratamento especial, quando a mensagem deveria ser exactamente a inversa, isto é, dizer aos especuladores que não nos dividirão, porque esta é uma Europa de solidariedade. Esta é a questão política que está colocada e é por isso que esperamos respostas sérias ante o que aconteceu com as declarações do seu candidato a comissário".

 

Fonte: BE Internacional

 

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Criado em: 2010-02-10 02:43:03
Diplomata acusa Blair de manipular descrição da invasão ao Iraque

Um diplomata do Reino Unido acusou o ex-primeiro-ministro Tony Blair de "manipulação" por ter atribuído o fracasso da invasão ao Iraque à interferência do regime iraniano e da organização terrorista al-Qaeda.

Segundo Richard Dalton, ex-embaixador britânico no Irão e hoje membro do Instituto de Relações Internacionais, os próximos primeiros-ministros deveriam mostrar mais integridade que o ex-líder trabalhista em temas relacionados com a segurança mundial.

"Acho que a descrição (de Blair) do que ocorreu no Iraque durante todo esse tempo foi uma pura e simples manipulação", disse Dalton sobre o testemunho que Blair fez sexta-feira (na semana passada) à comissão que investiga a invasão ao Iraque.

No seu depoimento, Blair responsabilizou directamente o Irão e a al-Qaeda pelo caos e a violência nos quais o país árabe mergulhou depois de invadido pelas tropas do Reino Unido e dos Estados Unidos.

O ex-primeiro-ministro ainda aproveitou o seu testemunho para dizer que muitos dos argumentos usados para justificar a invasão poderiam hoje ser aplicados à República Islâmica.

Para muitos observadores, a declaração pareceu um aviso de que o mesmo pode acontecer com o Irão caso o regime dos aiatolás não mude de comportamento.

Ao depor, Blair disse ainda que, se o ditador Saddam Hussein não tivesse sido derrubado, hoje o Iraque poderia estar em uma corrida armamentista de tipo nuclear.

(das agências)

 

 

 





Cartoon de Martin Rowson publicado, esta semana, no jornal "Guardian"

 

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Criado em: 2010-02-02 13:55:13
Bloco defende inquérito da ERC por causa de artigo de Mário Crespo

O Bloco de Esquerda quer que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) abra um inquérito por causa do artigo do jornalista Mário Crespo, em que este lança acusações ao Governo, e que o Jornal de Notícias não publicou.

«O Bloco de Esquerda acha que a ERC deveria abrir um inquérito, aguarda que a ERC se pronuncie, espera que o inquérito seja aberto, que a ERC - que é a entidade competente - investigue e aguardaremos as conclusões», afirmou à agência Lusa a deputada bloquista Catarina Martins.

«Parece-nos que esse será o mecanismo mais normal, mais útil, mais transparente. A existência da possibilidade de algum ato que se possa parecer com censura exige investigação. Não se devem tirar conclusões antes de uma investigação que deve ser a ERC a fazer», acrescentou.

Questionada sobre se o BE pretende levar esta questão ao plenário parlamentar, a deputada afirmou que essa será uma possibilidade a analisar posteriormente: «Vamos aguardar que a ERC se pronuncie brevemente. Se não o fizer, vamos analisar essa possibilidade.»

O artigo de Mário Crespo, que não saiu na sua habitual coluna à segunda-feira no JN mas foi publicado no site do Instituto Sá Carneiro, acusa membros do Governo de terem falado depreciativamente sobre ele durante um almoço realizado em Lisboa.

 

Artigo de Mário Crespo
Nota da Direcção do JN
Posição do Sindicato dos Jornalistas
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Criado em: 2010-02-01 23:55:16
Manuel Serra (1932-2010)

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Criado em: 2010-02-01 20:23:40
O papel da Esquerda Socialista e dos bloquistas

A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, reunida em 23 de Janeiro, aprovou por maioria a decisão, já anteriormente anunciada, de apoiar a candidatura de Manuel Alegre à Presidência de República.

Esta candidatura é encarada com algum desconforto por muitos aderentes do Bloco de Esquerda, independentemente do entendimento da necessidade de uma candidatura que consiga apoios capazes de derrotar a previsível candidatura de Cavaco Silva.

O facto de as candidaturas à Presidência da República, em Portugal, serem supra-partidárias não é suficiente para que muitos bloquistas e outros homens e mulheres de esquerda vejam com bons olhos a possibilidade de estar ao lado de Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, Vieira da Silva e outros no apoio a Alegre.

A nossa posição não é fácil, mas nem por isso poderá ser menos clara e transparente.

A Esquerda Socialista e os bloquistas em especial têm, agora, uma responsabilidade aumentada, a de participar, ainda mais activamente, nas campanhas que o Bloco lançou ou venha a lançar, contra a exploração desenfreada, contra o desemprego e a precariedade, contra todas as formas de exclusão, na defesa dos serviços públicos e ainda contra a NATO e a participação de Portugal em guerras a que somos alheios, marcando uma clara oposição às medidas neoliberais que o Governo Sócrates vem assumindo.

Para que não restem dúvidas, encaramos o neoliberalismo como a filosofia que enforma o capitalismo nos nossos dias e opor-nos-emos a ele por todas as formas.

Ao agirmos assim, estaremos a impedir quaisquer tentativas de confusão entre o nosso partido-movimento e o PS e estaremos a honrar os nossos compromissos com a história e com os sectores da população com que sempre nos manifestamos solidários.

O demissionismo e o baixar dos braços não serão o nosso caminho, pelo contrário deveremos dar mais força aos que, em todas as frentes de luta, enfrentam a direita e os seus aliados.

A maioria social de esquerda, capaz de impor uma alteração da situação em que vivemos, só será forjada nas lutas concretas e nunca nos acordos de gabinete, por mais favoráveis que eles pareçam.

O Presidente da Republica, no quadro constitucional português, não tem grandes poderes para influenciar as politicas governamentais.  Mesmo que os tivesse, como socialista de esquerda, não colocaria nas mãos , fosse de quem fosse, grandes esperanças nesse sentido.

Estou mais preocupado com o evoluir da capacidade de intervenção social e política do povo português do que com eleições presidenciais, embora entenda que é preferivel ter como PR um homem ou uma mulher com uma prespectiva politica, social  e cultural progressistas do que o Cavaco Silva.

Mas este é,  apenas,  o meu entendimento, aberto à discussão e ao debate.

José Ferreira dos Santos 

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Criado em: 2010-01-26 02:28:59
Autor: Ferreira dos Santos