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P: Consegues imaginar num comício de campanha de Manuel Alegre com a participação de José Sócrates? (Votação terminada!)

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Em que país vivemos?

Como é possível que num país democrático como Portugal um homem com demonstrações claras de problemas de saúde mental como Alberto João Jardim possa estar à frente de uma região como a Madeira?

Como é possível que um responsável pelo PS como Jaime Gama possa elogiar a “democracia” madeirense ao arrepio, mesmo, do que constatam os seus companheiros de partido?

Como é possível que o presidente da República deixe passar em branco as afirmações “loucas” de Alberto João que insulta permanentemente os eleitos pela oposição na Assembleia Regional?

Como é possível que o sr. dr. Luís Filipe Meneses faça declarações atabalhoadas de apego à democracia e permita os dislates do seu apaniguado madeirense sem sequer se distanciar dos mesmos?

Em que país vivemos?

Que medidas terão os portugueses que tomar para alterar este estado de coisas, repondo a esperança que o 25 de Abril trouxe, de um país democrático quer do ponto de vista político quer social e económico?

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Criado em: 2008-04-13 18:05:40
Autor: Ferreira dos Santos
Políticos anfíbios

Nós, no Bloco de Esquerda, não nos propomos ser nem “inquiridores-mores”,  nem os “patriarcas da moralidade”, mas exigimos que a ética republicana não se limite a ser meramente o que está na lei, existem princípios éticos democráticos que deverão merecer o máximo respeito por parte dos políticos, que não deveriam passar de servidores da causa pública e não servir-se dela.

Que os ex-ministros dos partidos de direita corram a ocupar lugares em empresas que anteriormente tinham negócios com os ministérios que tutelavam (tipo Lusoponte, etc.) merecerá sempre a nossa viva repulsa e nunca deixaremos de o denunciar. Que o mesmo seja prática de ex-ministros que se proclamam do socialismo é que já nos parece mais indigno e nunca por nunca deveremos deixar de o denunciar, que mais não seja para que os nossos concidadãos não continuem a afirmar que os políticos são todos iguais.

Podem  o sr. primeiro-ministro e o sr. porta-voz do grupo parlamentar do PS dizerem o que quiserem, quer com frases infelizes e até grosseiras, quer com afirmações de circunstância vazias de conteúdo real, que não nos afastaremos dos nossos propósitos de defender o bem público e uma forma de estar na política escorreita e sem compromissos.

É que, até da mulher de César se dizia que não lhe bastava ser séria, era necessário também que o parecesse…

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Criado em: 2008-04-11 20:38:45
Autor: Ferreira dos Santos
Ao cuidado do Sarkozy cá do sítio

O senhor da foto anunciou, no passado mês de Janeiro, o fim da publicidade na televisão pública, medida que deveria entrar em vigor no início do próximo ano. Para compensar a consequente perda de receitas, Nicolas Sarkozy inventariou várias hipóteses de trabalho, como a aplicação de uma taxa sobre os anúncios nos canais privados de televisão e um imposto "infinitesimal" sobre a facturação das empresas que trabalham em novos meios de comunicação, como, por exemplo, o acesso à Internet ou os telefones móveis. Viviane Reding, comissária europeia da Sociedade da Informação, é que não gostou da ideia e já se manifestou contra o peregrino projecto gaulês (FOTO: AP/David Vincent)

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Criado em: 2008-04-04 03:50:50
Até quando?

A realidade é triste, muito triste. A vergonha ainda mais profunda.

Afinal, além das mais de sete centenas de prisioneiros – alegados terroristas altamente suspeitos que os Estados Unidos da América (EUA) se encarregaram de transferir para Guantánamo com a cumplicidade activa de muitos e o silêncio de outros, Portugal incuído – que cruzaram ilegalmente os céus europeus, sabe-se hoje que o exclusivo da transferência de suspeitos de terrorismo detidos ilegalmente não se confinou ao transporte aéreo! Foi pelo ar e pelo mar!!! Alguns, muitíssimo poucos, saberão se a coisa não terá sido feita também por terra...

Seja como for, e com aquilo que hoje é conhecido, não haverá já motivos de sobra para questionar formalmente os mais altos responsáveis do país que viveram todo o processo (António Guterres, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e José Sócrates)?

Guantánamo é algo cada vez mais distante das nossas preocupações – e, aqui, a Imprensa é cada vez mais responsável pelo silenciamento de uma das ignomínias mais assustadoras dos tempos modernos. E o país parece cada vez menos preocupado com a sua própria vergonha – perde, a cada dia que passa, a face.

Por isso, perplexo com as notícias mais recentes, me interrogo: até quando Portugal vai caucionar, pela omissão, um comportamento ética, moral e politicamente absolutamente reprovável e contrário a todas as regras básicas da acção humana?

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Criado em: 2008-04-03 03:47:26
Autor: Paulo F. Silva
Arranjinho insular?

Saber que alguém foi capaz de dizer que Alberto João Jardim é "um exemplo supremo na vida democrática do que é um político combativo" é um exagero de todo o tamanho, inominável. Saber que a afirmação pertence Jaime Gama, actual presidente da Assembleia da República, é chocante. Elogiar como "exemplo supremo" alguém que apenas soube construir uma democracia musculada que o serve e bajula é, também, estranho. Ou será que ainda iremos assistir a mais um qualquer arranjinho insular PSD/PS?

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Criado em: 2008-04-02 21:24:00
Autor: Paulo F. Silva
Fede a reaccionário!!!
O editorial de hoje do Diário de Notícias (DN) é do mais violento e moderno reaccionarismo que tem surgido – frequentemente sem nos apercebemos... – entre as posições da Direita portuguesa. Em sete parágrafos arquitecta-se, com a maior das latas (vai muito além da desfaçatez...), algo que só pode existir na mente perversa de um dos membros da direcção do DN.


Vejamos, então. Parágrafo por parágrafo.


1
Diz o DN: “A renacionalização da gestão clínica do Hospital Amadora-Sintra, anunciada esta semana pelo primeiro-ministro, é a triste confirmação da inversão de marcha na política de saúde do Governo, que se adivinhava desde a remodelação de Correia de Campos”.
Digo eu: “Renacionalização”? Mas foi anunciada alguma nacionalização? Política, técnica e formalmente não há “renacionalizações”, pelo que só podemos estar a falar de “nacionalizações”. Por isso, questiono: foi anunciada alguma nacionalização? Claro que não! O Governo limitou-se a anunciar que, a partir de 1 de Janeiro do ano que vem!, o Amadora-Sintra volta a ter gestão clínica pública, tal como acontecia desde 1995. E porquê? Explica o “Jornal de Negócios”: “Um dos maiores problemas estava na identificação dos doentes, o que chegou a gerar diferenças de facturação de quase oito milhões de euros. Segundo a informação recolhida, desde 2004 que a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo não valida as contas do Amadora-Sintra”. Ora, se assim é, desconheço, eu aplaudo, é uma boa notícia para os portugueses e os utentes daquela unidade de saúde. Ou será que não há qualquer problema com a troca de ficheiros clínicos, ou com quaisquer diferenças relevantes de facturação? Oito milhões de euros facturados ao Estado a valores de 2004 significa quanto em 2008? Contas por validar desde 2004???


2
Diz o DN: “A ano e meio das eleições, José Sócrates começou já a pôr o pé no travão nas reformas estruturais, que foram o santo e a senha da primeira metade do seu mandato, e a adoptar medidas eleitoralistas, como a redução em 50% das taxas moderadoras, que beneficiará 350 mil idosos”.
Digo eu: Está por demonstrar que Portugal e os portugueses esperam e desesperam pelas propaladas “reformas estruturais “, mas, mesmo dando isso de borla, onde estão as “medidas eleitoralistas”? Uma redução de 50% das taxas moderadoras, que beneficia, espantai!, 350 mil idosos, é uma “medida eleitoralista”?!


3
Diz o DN: “Ana Jorge, a nova ministra, tem-se desdobrado em declarações garantindo que não haveria mudanças na política de saúde, mas hoje já e claro e cristalino que isso não é verdade”
Digo eu: Como?! A senhora ministra, que tão pouco fala (se calhar, para acertar mais que o seu antecessor...), não se tem cansado de dizer outra coisa, como quem diz, parafraseando os treinadores de bancada daquele desporto de que nada entendo, em equipa que ganha não se mexe!. Isto é, o senhor doutor Correia de Campos já fez o trabalho todo!!!, agora é só executar gestão corrente.


4
Diz o DN: “O fim do único exemplo de gestão privada num hospital público é o ponto final numa estratégia que se baseava no princípio de que os privados são mais eficientes a gerir do que o Estado”.
Digo eu: “Os privados são mais eficientes a gerir do que o Estado”. Mas em que livro de Economia foi isso redigido?! Ou será que o interesse privado só se manifesta por aquilo que manifestamente dá lucro, independentemente do que socialmente possa ser mais justo e equilibrado para as populações?, independentemente de quaisquer preocupações sociais?


5
Diz o DN: “As parcerias público-privadas foram também interrompidas. Os privados apenas terão a concessão da gestão dos quatro hospitais da primeira fase (Loures, Braga, Cascais e Vila Franca de Xira). Nos seis hospitais da segunda fase, a participação dos privados vai esgotar-se na actividade de construção civil”.
Digo eu: “Parcerias público-privadas”. As que existem são assim tão bom exemplo? As populações beneficiaram o quê, em concreto? Haja por aí um português que me explique apenas um desses grandiosos benefícios, que lhe ficarei pública e reconhecidamente grato.


6
Diz o DN: “É mau que Sócrates tenha tirado o socialismo da gaveta e deixado de confiar na gestão privada num sector tão crítico e caro como o do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que, apesar de gastar o equivalente a 10% do PIB, tolera o desperdício de um quinto dos medicamentos irem para o lixo”.
Digo eu: Aqui está um parágrafo da mais pura demagogia. Sócrates não tirou qualquer socialismo da gaveta (se calhar, nem mesmo o socialismo do dito Partido Socialista...), pela simples razão de que o socialismo na saúde, em Portugal, nunca chegou sequer a existir. Mas porquê tanta profissão de fé na gestão privada que merece uma confiança tão cega? E se, em tese, confiamos 10% do PIB ao SNS, isso é assim tão deslocado?, ou será que essa verba (despesa) deveria ser transferida para outra rubrica financeiramente mais interessante para os interesses privados? E será que o desperdício de medicamentos é culpa do SNS, do Estado, ou é, afinal, do interesse exclusivo indústria farmacêutica?


7
Diz o DN: “É mau que Sócrates tenha recuado na reforma de um SNS que, apesar de gastar 20 milhões de euros por dia (verba que daria para comprar o mais moderno e rápido jacto da Cessna), tem listas de espera na ordem dos três anos para uma consulta de oftalmologia”.
Digo eu: As listas de espera são um dos cancros do SNS, é facto, mas a comparação da verba que se escoa num dia de SNS com o custo de aquisição de jacto da Cessna é, no mínimo, tola. Ou será que o país precisa assim de tantos jactos?


 
P.S.: Não!, a direcção do DN não pode estar, de todo, bem de consciência, ou será que é racionalmente aceitável a comparação do mais recente caso de violência na escola (triste e execrável) com o massacre do cemitério de Santa Cruz, em Timor-Leste?
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Criado em: 2008-03-22 07:21:00
Autor: Paulo F. Silva
PROFESSORA AGREDIDA: ALGUMAS REFLEXÕES!

 A agressão (sim, é disto que se trata!) de uma estudante a uma professora, em plena sala de aula, na Escola Carolina Michaelis, no Porto, é uma acto que não é isolado e aparece integrado num processo complexo e grave:

 


  1. Há um processo em curso de desvalorização do ser professor em Portugal. Declarações governamentais de cariz populista contra os professores, contribuem, como exemplo que vem de cima, para um clima de intimidação dos próprios professores.
  2. As familias têm responsabilidades negativas na educação de jovens que nunca foram confrontados com a pedagogia do "não". Alguns jovens, desde pequeninos, são idolatrados como sendo uma espécie de "centro do mundo" ... tudo fazem, tudo podem fazer, às vezes até, no confronto com os próprios pais que tudo permitem ...
  3. Nas escolas não há a prática da democracia e da cidadania. Por exemplo, do lado dos estudantes, como são eleitas as actuais Associações de Estudantes, com que programas (!) e quais os seus principais objectivos. Que práticas promovem, nas escolas, o bom relacionamento entre professores, estudantes e o chamado pessoal administrativo, a não ser um relaciomento que se parce reduzir ao ser estudante para o estudante, ser professor para o professor e ser trabalhador administrativo para o trabalhador administrativo ...
  4. Há uma autentica alienação em tudo o que diz respeito a novas tecnologias consumíveis, tipo telemóvel. E essa alienação ignora o respeito por regras e boas práticas de convívio. Há muita gente que vive, dia após dia, uma realidade construída por SMS, por MMS, por linguagem codificada, ... , sempre desfasada da realidade concreta!

Actos como o que aconteceu na Carolina Michaelis e como vai acontecendo ao ritmo de um por dia nas escolas deste País, requerem tolerância zero!

A par da tolerância zero, é urgente que se restaure um clima de respeito pelos professores e se exija que a Escola Pública forme, com democracia vivida no seu seio, cidadãs e cidadãos!

 

 

João Pedro Freire

(Publicado em Tribuna Socialista a 21.Mar.2008)

 

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Criado em: 2008-03-22 03:35:52
La Gioconda de George Walker Bush

Gostei da posta de ontem do Cachimbo de Margritte, a propósito do quinto aniversário da invasão do Iraque. E resolvi reproduzi-la, aqui abaixo.

O sorriso (forçado? irónico?) de Saddam Hussein, um ditador assassinado, tem aqui múltiplos efeitos, perverso, de alerta de consciências, para nos fazer parar e, por dois segundos, pensar no que podia estar a acontecer mas não está!, e por aí...

Declaração de interesses: não faço a mais pequena ideia de quem possa ser o autor da posta, mas, insisto, gostei dela.

 

O 5.º aniversário do início da chamada “terceira guerra do Golfo” recuperou as ladainhas sobre o mal que a dita causou ao Iraque e aos iraquianos, ao Médio Oriente, à paz no Mundo ou ao esforço de derrota militar e política dos talibãs no Afeganistão, já para não falar nos desequilíbrios que gerou no sistema global de produção, transformação do petróleo e seus "derivados". Também parece que a guerra fez muito mal aos EUA (ao ponto de provocar uma crise do crédito de alto risco no passado Verão), ao mesmo tempo que deu grande poder e ânimo ao Irão, já para não falar no bem que (felizmente?) terá feito à Rússia ou à China...
No entanto, e como há cinco anos havia um gravíssimo e dramático problema iraquiano que a Administração George W. Bush não inventou – grave e dramático para os iraquianos, e apenas gravíssimo para os EUA, para o Médio Oriente e para o mundo –, pergunto-me se os críticos encarniçados da "invasão" de há um lustro estarão interessados em pensar um minuto que seja e perguntarem em que estado estaria o Iraque, o Médio Oriente e o Mundo caso Saddam Hussein fosse ainda o senhor todo o poderoso do Iraque. Faça-se pois, em nome da honestidade intelectual, o seguinte exercício de “história contrafactual”. Ou seja: “O que é que teria acontecido caso uma coligação internacional liderada pelos EUA não tivesse invadido o Iraque Março de 2003?”
 

 

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Criado em: 2008-03-21 05:09:58
Autor: Paulo F. Silva