
Um grupo de aderentes do Bloco de Esquerda, incluindo os que constituem a corrente de opinião da Esquerda Nova, apresentaram uma proposta de moção de orientação política no âmbito da VI Convenção Nacional do BE, que reúne nos próximos dias 6 e 7 de Fevereiro de 2009, em Lisboa.
O processo preparatório do debate político tem agora início.
"Para o melhor (e o pior) mantêm-se em grande parte actuais todas as questões político-ideológicas suscitadas no contexto das propostas de Moção de Orientação Política apresentadas à V Convenção Nacional do Bloco de Esquerda que seriam divulgadas e conhecidas como “Moção B” e “Moção D”. Para o melhor – porque o tempo se encarregou de validar algumas das suas propostas objectivas – e para o pior – porque a sua justeza justificariam, como o tempo ajuizou, uma reflexão mais cuidada.
Por isso, reafirmamos uma das ideias originais – “O Bloco por uma maioria social de esquerda” – e reassumimos os eixos políticos centrais das moções B e D de 2007: o Bloco de Esquerda só pode continuar fiel ao compromisso de exigência e de luta por uma política de esquerda que enfrente a injustiça social, o desemprego e todas as discriminações e/ou formas de discriminação. Por isso também – conscientes do papel solitário que nos cabe – acrescentámos-lhe um subtítulo/subtema: “Diz que é uma espécie de moção”. Apenas e só porque temos andado arredios da irreverência que fazia da luta do Bloco uma inovação e, concomitantemente, um modo bem arejado e salutar de estar e viver a política".
Lê mais aqui, assim como as outras duas propostas de moção submetidas à Convenção.










Não posso deixar de me congratular com o facto de ter sido possivel aos grupos de aderentes que apresentaram as moções B e D na V convenção, reunirem esforços na apresentação de uma Moção em conjunto.
Fizemo-lo de forma transparente, plenamente democrática e sem a preocupação de unanimismos artificiais.
Como não temos acesso às bases de dados nem as condições que nos permitam contactar com a maioria dos nossos camaradas do BE, só agora podemos dar a conhecer as nossas preocupações e propostas . Mas nunca é tarde de mais.
As eventuais divergências que possam existir entre nós são muito menores do que a vontade que manifestamos em ajudar a construir um Bloco mais plural, mais democrático e mais empenhado nas lutas sociais, respondendo aos anseios dos nossos concidadãos por uma sociedade mais justa, mais democrática e em luta pelo Socialismo sem adjectivos.
Esta é e será a nossa luta.